O personagem
Dédalo (Δαίδαλος) foi, na mitologia grega, o maior arquiteto e inventor de seu tempo. Ateniense de origem, mestre da carpintaria, da escultura e da mecânica.
Os textos antigos o descrevem como o homem que conseguia transformar pensamento em sistema — e sistema em obra que se sustenta sozinha. Não era um ferreiro que forjava peças avulsas: era um arquiteto que projetava estruturas que funcionavam sozinhas depois de prontas.
Quando o exílio o levou a Creta, foi para a corte do rei Minos que ele construiu a obra que o tornaria imortal.
A obra-prima
O Minotauro — meio homem, meio touro, fruto de uma maldição divina — precisava de um cárcere do qual nunca pudesse escapar. Dédalo projetou o Labirinto: uma rede de corredores e câmaras tão intrincada que nem ele próprio saía sem auxílio.
Não era um amontoado de paredes. Era um sistema com caminhos válidos e inválidos, com estados e transições, com entrada única e saída condicional. O monstro estava preso pela arquitetura, não pelas grades.
O Labirinto é literalmente uma máquina de estados.
A fuga
Quando o rei Minos o aprisionou junto ao filho Ícaro, Dédalo recusou desistir. Estudou as gaivotas, recolheu penas de tamanhos crescentes, prendeu-as com linho e selou tudo com cera de abelha.
Construiu dois pares de asas — um para si, um para o filho — e instruiu Ícaro com precisão cirúrgica: nem alto demais (o sol derrete a cera), nem baixo demais (a maresia encharca as penas). O caminho seguro era estreito e mensurável.
Dédalo projetou o sistema com os limites embutidos. A solução só funcionava dentro das restrições.
A advertência
Ícaro voou. E, embriagado pela altura, ignorou o pai. Subiu em direção ao sol. A cera derreteu. As penas se desprenderam. Ele caiu no mar que hoje leva o seu nome.
Dédalo seguiu até a Sicília — sozinho, com as asas que ele mesmo havia projetado dentro dos limites.
"Dédalo construiu o sistema com os limites; Ícaro caiu por ignorá-los."
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Profundidade do personagem
O Labirinto e as asas são apenas o que sobrou na memória popular. Dédalo foi muito mais.
Um inventor que constrói as ferramentas com as quais constrói. Cada invenção é um building block que viabiliza a próxima.
Narrativa de marca
Por que esse nome para um pipeline de desenvolvimento orquestrado por agentes?
| No mito | No produto |
|---|---|
| O Labirinto | Uma máquina de estados com caminhos válidos e inválidos — exatamente a FSM das 11 fases. Cada corredor é uma transição; cada câmara, um estado persistido. |
| Os autômatos | Os 30+ agentes especializados — pipeline e background intelligence. Cada um com sua função, suas ferramentas, seu prompt versionado, seu custo rastreado. O sistema inclusive gera sua própria documentação diariamente via DocGen. |
| As asas | O pipeline em si — construído com limites embutidos: gates humanos, budgets, fallback explícito, observabilidade em quatro camadas. |
| Ícaro | O anti-padrão. Em código: nada de mock que mascara erro, nada de retry que esconde regressão, nada de gate que se auto-aprova. Falha alto e ruidoso, sem fallback silencioso. |
| Hefesto vs Dédalo | Hefesto teria forjado peças avulsas. Dédalo orquestra sistemas. Essa é a diferença entre uma ferramenta e este produto. |
Visão de produto, arquitetura técnica e a decisão completa de naming.